Eu respondo sim, mas não como os homens esperavam que Ele fosse e fizesse.
Jesus também não foi apolítico, mas também não foi político-partidário, revolucionário armado ou acrítico do poder.
No mundo do primeiro século, toda religião era "política", porque o Império Romano se entendia como ordem total: Econômica, religiosa e simbólica. Logo, qualquer palavra pública de Jesus tinha implicações políticas, ainda que não partidárias.
Jesus era político?
Depende do que chamamos de “político”.
Mas NÃO, se por ser “político” entendemos por:
. Militância partidária
. Disputa por cargos
. Apoio a um projeto de poder estatal
. Ativismo ideológico
E SIM se entendermos política como:
. Reflexão sobre autoridade
. Limites do poder
. Justiça, consciência e lealdade
. Organização da vida comum
Nesse sentido, Jesus praticou o que podemos chamar de política teológica e ética do Reino de Deus, algo mais profundo e mais perigoso do que qualquer slogan. E Ele pagou um alto preço por se posicionar contra muitos dos ideais do povo.
Jesus aprovou a política da época?
Não no sentido de legitimação plena.
Não no sentido de rejeição revolucionária armada.
Não na sacralização de Roma
Não combateu com espada. Ele fez algo mais radical:
Retirou de César aquilo que César mais queria e tinha inveja, o poder DIVINO.
O poder político sempre se rebela quando o Reino de Deus ameaça sua legitimidade moral.
O contexto da moeda, a leitura histórica, a efígie de César na moeda e a inscrição idolátrica nela.
O fato de que eles já carregavam a moeda. Isso desmonta qualquer leitura moralista simplista. Jesus não “introduz” o problema. Ele expõe a contradição que já estava nas mãos deles.
O Reconhecimento de Jesus do Estado:
. Jesus não incitou rebelião
. Reconheceu a função prática do Estado
. Não transformou o Império em inimigo absoluto e também não se misturou.
“E a Deus o que é de Deus”
Jesus afirma que: O Estado pode cobrar impostos, mas não pode possuir a consciência, nem definir o último sentido da vida, nem exigir adoração.
Em outras palavras:
César pode expor sua imagem em moedas, mas Deus pôs o ser humano à Sua imagem
Não é: “Obedeçam cegamente a César”
Mas: “Devolvam a ele o que já é dele, sem jamais devolverem a ele o que pertence a Deus”.
Um freio de Jesus ao poder político.
Jesus não disputou o trono de Roma,
mas destronou Roma do lugar de divindade.
Ele não propôs um novo império, mas revelou que todo império é relativo diante do Reino de Deus.
Como disse Jesus Cristo, o problema nunca foi o imposto, mas a quem pertence a imagem, a da moeda ou a do ser humano.
Conclusão
Jesus não foi um militante
Jesus não foi um ideólogo
Jesus não foi neutro
Ele foi o Senhor, e por isso:
Todo poder político, ao ouvir Jesus,
precisa aprender que há limites que ele jamais pode ultrapassar ou se misturar!







