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domingo, 1 de fevereiro de 2026

16 de Janeiro de 1545 - Falecimento do Diplomata e Bibliotecário Georg Spalatin


Nascido Georg Burkhardt na cidade de Spalt, perto de Nuremberg, onde seu pai era curtidor. Quando jovem, foi para Nuremberg para estudar e, logo depois, para a Universidade de Erfurt, recebeu seu diploma de bacharel em 1499.

Formado como um humanista, adotou a prática comum de latinizar seu sobrenome com referência ao local de nascimento. "Spalatinus", ou Spalatin. Nessa época atraiu a atenção de Nikolaus Marschalk, o professor mais influente da universidade, que fez Spalatin seu amanuense e o levou para a nova Universidade de Wittenberg em 1502.

Ainda jovem, entrou a serviço da corte saxônica, tornando-se secretário, bibliotecário e conselheiro do eleitor Frederico, o Sábio, príncipe fundamental para a proteção de Martinho Lutero nos primeiros anos da Reforma.
 
Não se sabe como ele conheceu Lutero pela primeira vez, mas o reformador tornou-se seu principal conselheiro em todos os assuntos morais e religiosos. Suas cartas para Lutero se perderam, mas as respostas permanecem. Ele leu os escritos de Lutero para o eleitor e traduziu para ele aqueles em latim para o alemão. Sua influência foi crucial em 1518, persuadindo o eleitor Frederico, o Sábio a proteger Lutero durante a controvérsia sobre as indulgências e oferecesse proteção a Lutero após a Dieta de Worms em 1521, permitindo sua permanência segura no Castelo de Wartburg.

Além disso, Spalatin contribuiu para a difusão das ideias reformadas por meio de seu trabalho intelectual. Como humanista, promoveu o estudo das Escrituras em suas línguas originais e incentivou reformas educacionais e eclesiásticas nos territórios saxões. Após a morte de Frederico, continuou exercendo funções administrativas e, mais tarde, assumiu o ministério pastoral em Altenburg, onde aplicou na prática os princípios da Reforma.

A relevância histórica de Georg Spalatin está justamente em sua atuação nos bastidores: ele demonstrou que a Reforma não foi apenas fruto de grandes pregadores, mas também de administradores, diplomatas e intelectuais capazes de garantir sustentação política, institucional e cultural ao novo movimento. Georg Spalatin faleceu em 16 de Janeiro de 1545, em Altenburg.

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180 Anos do Livro - O Conde de Monte Cristo - Resumo da Obra

 








O Conde de Monte Cristo é um dos maiores clássicos da literatura mundial, escrito por Alexandre Dumas e publicado entre 1844 e 1846.

Sobre o Livro

O romance mistura aventura, drama, romance, justiça e vingança, com uma narrativa intensa e cheia de reviravoltas. É conhecido pela profundidade psicológica dos personagens e pela reflexão moral sobre perdão, ódio e redenção.

. A História (resumo)

A trama acompanha Edmond Dantes, um jovem marinheiro honesto e promissor que, prestes a se casar e assumir o comando de um navio, é traído por pessoas invejosas. Falsamente acusado de traição política, ele é preso sem julgamento no temido Castelo de If.

Após 14 anos de prisão, Edmond conhece o abade Faria, que se torna seu mentor intelectual e espiritual, revelando-lhe a existência de um tesouro escondido na ilha de Monte Cristo. Com a morte do abade, Edmond consegue fugir, encontra o tesouro e retorna à sociedade sob a identidade do Conde de Monte Cristo.

Rico, culto e enigmático, ele passa a executar uma vingança meticulosamente planejada contra aqueles que destruíram sua vida, não com violência direta, mas expondo os pecados e injustiças de cada um.

Temas Centrais

. Justiça humana × justiça divina
. Vingança × perdão
. Transformação moral
. Traição e lealdade
. Poder do conhecimento e da paciência

Contexto Histórico

A história se passa na França do início do século XIX, durante:

. A queda de Napoleão Bonaparte
. A Restauração da Monarquia
. Esse cenário político instável é fundamental para a falsa acusação de Edmond e para o desenvolvimento da trama.

Por Que Ler?

. Narrativa envolvente e épica
. Personagens memoráveis
. Reflexão profunda sobre o coração humano
. Um dos romances mais adaptados da história (cinema e TV)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

23 de Janeiro - Na história das Missões - Lembrando dos Mártires Graham Staines e seus Filhos Philip e Timothy

 


Graham Staines era um missionário australiano, ligado à missão Evangelical Missionary Society of Mayurbhanj, que atuava na Índia desde os anos 1960.

Ele dedicou mais de 30 anos ao cuidado de leprosos, especialmente no estado de Orissa (atual Odisha), numa região pobre e marcada por forte tensão religiosa.

Seu trabalho não era apenas evangelístico, mas também humanitário e médico, cuidando de pessoas rejeitadas pela sociedade indiana, especialmente os portadores de hanseníase.


O Martírio (1999)

Na noite de 22 para 23 de Janeiro de 1999, Graham Staines e seus filhos:
Philip (10 anos)
Timothy (6 anos)

Estavam participando de um acampamento cristão em Manoharpur, distrito de Keonjhar, Odisha. Enquanto dormiam na camionete, um grupo de extremistas hinduístas cercou o veículo e ateou fogo, impedindo qualquer fuga. Os três morreram carbonizados.

Chocou o mundo e expôs de forma brutal a perseguição contra cristãos na Índia.


Responsáveis e Julgamento

O principal responsável identificado foi Dara Singh, um extremista hindu nacionalista.

Após Anos de Processos:

Foi condenado à prisão perpétua. Outros envolvidos receberam penas menores.
Apesar disso, o caso revelou falhas graves na proteção das minorias religiosas no país.

Talvez o aspecto mais impactante dessa história tenha sido a postura da esposa de Graham, Gladys Staines. Ela declarou que:


Eu perdoo os assassinos do meu marido e dos meus filhos.

E mais: ela permaneceu na Índia por vários anos, continuando o trabalho com leprosos, em vez de retornar imediatamente à Austrália. Esse gesto se tornou um dos mais poderosos testemunhos cristãos contemporâneos sobre perdão, comparável aos relatos dos mártires da Igreja primitiva.

O martírio de Graham Staines e seus filhos, reacendeu o debate mundial sobre perseguição religiosa.

Fortaleceu movimentos de oração pela Igreja Perseguida. Tornou-se referência em missiologia, teologia do sofrimento e ética cristã.

Hoje, eles são lembrados como símbolos de:

. Amor sacrificial
. Fidelidade até a morte
. Perdão radical
.Testemunho público do Evangelho
. Dimensão teológica do martírio

A história deles ecoa textos como:

Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça… (Mateus 5:10)


Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer… (João 12:24)

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19 de Janeiro - Dia do Martin Luther King Jr

 


Martin Luther King Jr. (1929–1968) foi pastor batista, teólogo e um dos maiores líderes do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. Inspirado pelos ensinamentos de Jesus Cristo e pela filosofia da não violência de Mahatma Gandhi, King dedicou sua vida à luta contra o racismo, a segregação e a injustiça social.

Ele ganhou projeção nacional ao liderar o boicote aos ônibus de Montgomery, em 1955, após a prisão de Rosa Parks. Defendendo a resistência pacífica, organizou marchas, discursos e protestos que marcaram a história, como a Marcha sobre Washington, em 1963, onde proclamou seu famoso discurso: “I Have a Dream”.

Em 1964, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, tornando-se o mais jovem laureado até então. Sua fé cristã fundamentava sua visão de justiça, dignidade humana e reconciliação. Martin Luther King Jr. foi assassinado em 1968, mas seu legado permanece como um poderoso testemunho de que a fé, aliada ao amor e à coragem, pode transformar a sociedade.


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A Depressão de Spurgeon não Diminuiu sua Grandeza Espiritual

 


Fé, Dor e Esperança no Príncipe dos Pregadores.

Mais uma indicação de livros do Acervo
 
Charles Haddon Spurgeon (1834–1892), conhecido como o “Príncipe dos Pregadores”, foi um dos maiores pregadores da história cristã. Suas pregações impactaram milhares de vidas e seus escritos permanecem relevantes até hoje. Contudo, por trás do púlpito poderoso havia um homem que travava batalhas profundas contra a depressão.

Falar sobre a depressão de Spurgeon não diminuiu sua grandeza espiritual, ao contrário, humaniza sua fé e fortalece nossa compreensão sobre o sofrimento na vida cristã. Um homem de Deus que sofreu emocionalmente

Desde jovem, Spurgeon enfrentou crises emocionais intensas. Aos 22 anos já liderava milhares de pessoas no Tabernáculo Metropolitano de Londres, carregando uma pressão espiritual e emocional enorme. Além disso, sofria com: Dores físicas constantes, gotas severa, exaustão extrema.
 
Críticas Públicas e Perseguições

Tragédias pessoais, como o incêndio no Surrey Music Hall, onde várias pessoas morreram durante um culto. Esses fatores agravaram seu estado emocional, levando-o a períodos profundos de tristeza, isolamento e desânimo.

Spurgeon não romantizava seu sofrimento. Ele falava abertamente sobre seus momentos de escuridão:

Tenho aprendido a beijar a onda que me lança contra a Rocha dos Séculos.

Ele reconhecia que a depressão não era apenas espiritual, mas também física e emocional. Para ele, cuidar do corpo e da mente fazia parte da vida cristã.

Ele Desmistificou Mitos Comuns
 
. Depressão não é ausência de fé.
. Depressão não é pecado.
. Depressão não é fraqueza espiritual.

Spurgeon compreendia o sofrimento como parte da pedagogia divina. Não via a dor como punição, mas como instrumento de maturidade espiritual.

Ele ensinava que, Deus não abandona seus servos na dor e que a tristeza pode nos aproximar mais de Cristo. E que a graça de Deus não elimina toda dor, mas sustenta no meio dela.
 
Sua teologia era profundamente cristocêntrica. Cristo não é apenas o Salvador do pecado, mas também o companheiro na dor.

A experiência com a depressão fez de Spurgeon um pastor mais sensível. Seus sermões passaram a tocar não apenas a mente, mas o coração ferido.

Ele falava para os cansados, os oprimidos, os aflitos, aos que se sentiam espiritualmente fracassados.

Spurgeon tornou-se um pregador dos que sofrem.

A contribuição do livro “A Depressão de Spurgeon”, de Zack Eswine



O autor Zack Eswine, em sua obra A Depressão de Spurgeon, apresenta uma leitura pastoral, bíblica e humana da vida emocional do pregador.

O livro nos ensina que, grandes homens de Deus também sofrem. A saúde emocional deve ser tratada com seriedade. A igreja precisa acolher, não julgar. O cuidado pastoral deve incluir a dimensão emocional

É uma obra fundamental para pastores, líderes, estudantes de teologia e cristãos em geral.

Aplicações para a Igreja Hoje

A história de Spurgeon confronta uma espiritualidade superficial que ignora a dor emocional. A igreja precisa ser, um lugar de acolhimento, um espaço de cura, um ambiente onde não se espiritualiza a doença emocional.
 
Cristãos podem sofrer de depressão, e ainda assim amar profundamente a Deus.

A depressão de Spurgeon não obscurece sua fé, mas a ilumina. Ele nos ensina que é possível caminhar com Deus mesmo nos vales mais escuros. Sua vida testemunha que a fé não nos isenta da dor, mas nos sustenta nela.

Pastor e Colunista Michael Rossane

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A Palavra Religião e o Seu Significado - Colunista Jailson Roseno



O termo “religião”, como definido hoje, não está descrito nas Sagradas Escrituras, mas Tiago 1:26-27 (confira o texto) nos adverte sobre a real religião do povo de Deus. Mas etimologicamente, o que esse termo quer dizer?

Alguns estudiosos da área designam que a expressão “religião” vem da raiz latina “religare”, que traduzido para o português significa ‘atar’, ‘religar’ ou ‘ligar novamente’. Conforme essa concepção, compreende-se que seria a possibilidade de restabelecer a comunhão entre Deus [o Divino] e o homem, através de Cristo, a qual fora perdida com o pecado original e a queda do homem (Gaby, 2016, p. 54).

Outros caracterizam esse vocábulo vindo do latim “relegere”, que exprime a ideia de ‘reler’, ‘fazer novamente’ ou ‘analisar minuciosamente’. Ou seja, empenhar-se, dedicar-se de maneira aplicada. Segundo Louis Berkhof: Essa interpretação era utilizada para “designar uma observação constante e dirigente de tudo o que pertencia ao culto dos deuses.”

Saiba mais sobre a origem da religião e suas diferentes explicações

Além disso, temos também historiadores que dizem que a palavra “religião” vem do latim “religio”, que por sua vez advém de um dos dois termos mencionadas anteriormente: “religare” e “relegere”. Tais historiadores salientam que nos tempos antigos a expressão “relegere”, conforme Cícero (século I a. C.), que foi um dos pioneiros em busca da origem e do significado dessa palavra, queria dizer ‘está atento no que faz’, ‘fazer aquilo da melhor forma possível’ ou ‘repensar sobre’. No que se refere ao Divino, caracterizava-se na reverência ou no levar a sério o culto público que estava prestando-se em determinado lugar, mais precisamente (naquela época) em Roma. Sendo o contraponto disso, o vocábulo “neglegere”, que significa negligenciar (Caldeira, 2020).

Já o termo “religare”, usado bastante por Agostinho (354 - 430), designaria a expressão no português ‘ligar’ ou ‘pôr em ligação’, o que significaria a ligação entre o Divino e os seres humanos. De acordo com esses historiadores, a expressão ”religare” não quer dizer ‘repetir’ como se é difundido; na verdade, passa a ideia de ‘reforço’. Sendo assim, não seria ‘religar’, mas sim ‘ligar fortemente’ ou ‘amarrar bem’.

Diante disso, ou diante desses termos, os historiadores, perceberam que o enfoque não eram as doutrinas, as crenças específicas ou os dogmas. Ao contrário disso: “religião [na cosmovisão] antiga era o modo de vida. Não meramente saber alguma coisa ou acreditar em algo, mas praticar concretamente ou ser [viver] de um determinado modo” (Caldeira, 2020).

Ou seja, na antiguidade (podemos dizer, na sua origem do termo), a concepção de religião era entendida como um modelo de vida a ser seguido. Independente do que fosse, o indivíduo deixava sua vida pessoal/particular para vivenciar em conformidade com o que era designado por determinada crença, grupo ou pessoa (temos como exemplo disso Platão e seus seguidores e também o próprio Jesus Cristo e os seus discípulos). Ela (a pessoa) estava determinada em vivenciar tal paradigma de vida.

Seguindo essa linha de pensamento 
Agostinho disse: 

“Se alguém julgar ter entendido as Escrituras divinas ou parte delas, mas se com esse entendimento não crescer no duplo amor, a Deus e ao próximo, é preciso reconhecer que nada entendeu” (Caldeira, 2020). 

Sendo assim, a religião designava-se em viver, em pôr em prática o que se aprendia com o outro e com a sua crença/preceito, e não somente fazer parte de determinado grupo ou credo. O que também se aplica às lições deixadas pelo nosso mestre Jesus Cristo. Portanto, “a religião consiste mais em ser do que em fazer” (Langston, 1999, p. 6).

Blog: https://teologiaeregeneracaoofc.blogspot.com/

Referências:


. BERKHOF, Louis. Manual de Doutrina Cristã. 2. ed. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2012.

. BÍBLIA SAGRADA. João Ferreira de Almeida. Aplicativo Bíblia JFA. Disponível em: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.bestweatherfor.bibleoffline_pt_ra. Acesso em: 27 nov. 2025.

. CALDEIRA, Henrique. O significado original de “Religião” | Religare, Relegere. Canal Estranha História, 5 out. 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=f1VkBjMwulg. Acesso em: 27 nov. 2025.

. GABY, Eliel. Introdução à Teologia: conceitos e entendimentos sobre a teologia. Módulo de curso, Nível Médio. Curitiba: Academia de Pregadores, 2016. 66 p. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/12BBP1GDgs9JJA3Ayeuay9X564tygH2e6/view?usp=drivesdk. Acesso em: 27 nov. 2025.

. LANGSTON, A. B. Esboço de Teologia Sistemática. 3. ed. Rio de Janeiro: Juerp, 1999.

. GOT QUESTIONS. Qual é a origem da religião?. Disponível em: https://www.gotquestions.org/Portugues/origem-da-religiao.html. Acesso em: 27 nov. 2025.




quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

O Martírio de 08 de Janeiro de 1956, dos Missionários Jim Elliot, Nate Saint, Roger Youderian, Ed McCully e Pete Fleming

 


A morte de Jim Elliot, Nate Saint, Roger Youderian, Ed McCully e Pete Fleming não pode ser lida apenas como um fato histórico distante. Pastoralmente, ela nos interpela sobre como seguimos Jesus em contextos de risco, diferença cultural e sofrimento real.

O Chamado não é imprudência, é obediência discernida. Pastoralmente, é importante afirmar que o chamado cristão não glorifica a morte nem despreza a vida. O que se destaca aqui é a obediência, o propósito, o fruto de oração, convicção. 

"Esses missionários não buscaram o martírio, buscaram servir, mesmo quando isso implicava riscos"

A visão pastoral madura ensina a unir zelo missionário com sabedoria, amor, escuta e respeito aos povos.

Outro Ponto de Vista Pastoral.

A missão cristã nasce da cruz e se mede por ela. Não avança pela força, mas pelo amor que se doa. A visão da cruz nos livra do triunfalismo e nos lembra que o Reino de Deus cresce muitas vezes em silêncio, na fraqueza e no testemunho fiel.


"Onde há sofrimento, a Igreja é chamada a estar, a ser, e não a dominar".

Exemplo de Perdão como Testemunho Radical

Um dos aspectos mais belos dessa história é o perdão vivido pelos familiares dos missionários. O retorno à região, a convivência pacífica e a reconciliação posterior, revela que o evangelho não termina no túmulo.


"Isso nos ensina que o perdão não apaga a dor, mas a transforma, não nega a injustiça, mas abre caminhos de cura".

A Missão e o Respeito Cultural

"O respeito aos povos originários, o amor a esses povos, às suas línguas e cosmovisões, é parte essencial do cuidado cristão".


Com essa história aprendemos que, missão não é apagar culturas, mas encarnar o Evangelho com humildade.

"Evangelizar é Ouvir, é Aprender e Servir".

Lembrar o 08 de Janeiro de 1956 é um ato pastoral. Não para romantizar a violência, mas, formar consciências, fortalecer vocações e aprofundar uma fé responsável, sensível, comprometida com vidas.

"A memória cristã, quando bem cuidada, gera discernimento para o presente".

Esta história nos pergunta, hoje:

Onde somos chamados a amar com mais coragem?
Onde precisamos unir fé e responsabilidade?
Como testemunhar Cristo sem perder a ternura, a justiça, e humildade!

A visão cristã, pastoral, encontra nesse episódio, não um modelo a ser imitado mecanicamente, mas um espelho que revela a radicalidade do amor cristão quando vivido com fidelidade, obediência, discernimento e graça.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Dia do Leitor - 07 de Janeiro



O Dia do Leitor, celebrado em 7 de Janeiro, é uma data dedicada a valorizar o hábito da leitura e reconhecer a importância do leitor na formação cultural, educacional e crítica da sociedade.

O que é o Dia do Leitor?

É um dia simbólico que:

. Incentiva o amor pelos livros
. Reconhece o leitor como protagonista do conhecimento
. Estimula a leitura como prática de formação humana, espiritual e intelectual
. Valoriza bibliotecas, educadores, escritores e mediadores de leitura
. Não é apenas sobre ler por lazer, mas sobre a leitura como ato de interpretação do mundo, algo muito próximo da teologia, da filosofia e da educação.

Quando foi criado?

O Dia do Leitor (7 de Janeiro) tem origem no Brasil e está ligado a iniciativas culturais e educacionais, especialmente de bibliotecas, editoras e projetos de incentivo à leitura, ao longo do século XX.

Não há uma lei federal única que oficialize a data nacionalmente.

Mesmo assim, o 7 de Janeiro é amplamente reconhecido e celebrado em escolas, bibliotecas, igrejas, universidades e projetos culturais. Ou seja, é uma data culturalmente consolidada, ainda que não seja um feriado oficial.

Uma leitura teológica da data do ponto de vista cristão e teológico, o leitor tem um papel central:

. A fé cristã nasce de um texto lido, interpretado e vivido
. A Bíblia é chamada de Palavra, mas também é Livro
. Ler é um ato de escuta, discernimento e formação espiritual
“Aplica-te à leitura.” (1Tm 4,13)"

Blog Acervo da Teologia 

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6 de Janeiro de 1832 - Nascimento do Artista e Teólogo Gustave Doré

 


Nascido em 6 de Janeiro de 1832, em Estrasburgo, então parte da França, Gustave Doré foi um dos artistas mais influentes do século XIX. Autodidata e prodígio desde a infância, iniciou sua carreira profissional ainda adolescente, tornando-se rapidamente uma referência no meio editorial francês.

Doré destacou-se como ilustrador, gravador, pintor e escultor, mas foi na xilogravura que alcançou projeção internacional. Suas ilustrações para obras como A Divina Comédia, Dom Quixote, O Paraíso Perdido e a Bíblia definiram o imaginário visual de gerações, especialmente no campo da literatura clássica e da iconografia cristã. Seu estilo é marcado por composições monumentais, forte uso de luz e sombra, dramatismo intenso e imaginação narrativa. 

Doré não apenas ilustrou textos: Ele os interpretou visualmente, criando imagens que, até hoje, influenciam a arte, o cinema e a ilustração contemporânea.

Doré exerceu profunda influência na iconografia religiosa, literária e fantástica, moldando a forma como gerações posteriores passaram a visualizar cenas bíblicas, medievais e épicas. Seu estilo dramático antecipou elementos que mais tarde seriam associados ao simbolismo e até à estética cinematográfica, influenciando ilustradores, gravuristas e diretores de arte dos séculos seguintes.

Apesar do sucesso popular, enfrentou críticas de setores acadêmicos de sua época, que consideravam sua obra excessivamente teatral; ainda assim, sua recepção internacional, especialmente na Inglaterra, consolidou sua reputação. Hoje, Doré é reconhecido como um dos pilares da cultura visual moderna.

Gustave Doré faleceu em 23 de Janeiro de 1883, em Paris, deixando um legado que continua a moldar a forma como enxergamos a literatura, a fé e o imaginário fantástico.

Epifania do Senhor: O que Significa para Nós? Teólogo Israel Júnior


Por muitos anos, ao longo da história da Igreja, houve um interesse em celebrar as estações da vida de Cristo. E uma delas (talvez até ignorada no meio protestante, mas de grande importância) é a Epifania do Senhor, data em que oficialmente se encerram as comemorações de Natal na igreja do ocidente.

A Epifania do Senhor refere-se à ocasião em que magos vindos do Oriente, prestaram a primeira adoração ao Deus menino. (diga-se de passagem que esses "magos" eram astrólogos, ou seja, estudavam a astronomia, se dedicavam ao estudo dos astros e do funcionamento cósmico, de acordo com o que se podia observar no céu.)
 
Uma interpretação que pode ser feita também é que eram sábios, possivelmente zoroastristas.
Portanto, o que se pode inferir, é que esses magos eram homens atentos às profecias, tinham conhecimento de um Messias que viria, de um Rei que unificaria todos os povos.


"Este Rei é Jesus Cristo"

Resultando do aparecimento de uma estrela diferente no céu, deslocaram-se de sua terra seguindo-a, até onde puderam encontrar o nascido rei e lhe prestar tributos.
 
E o que toda essa história pode nos dizer?

A Epifania do Senhor, que nada mais é do que a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo, diz respeito ao Cristo que veio para todos os povos.
 
Um Cristo que não se restringiu apenas aos judeus, mas que, como pelas palavras do próprio Mestre:


“Serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra." At. 8:1

Amados, quando o Senhor disse isso, Ele deixou claro que veio primeiro para o povo de Israel; entretanto, a sua vinda foi para o mundo inteiro.

Que, nessa data, possamos refletir que Cristo, ainda menino, na pequena vila de Belém, foi manifesto ao mundo. Manifesto a homens que, de distantes lugares e diferentes etnias, lhe trouxeram ouro, incenso e mirra, presentes valiosos que simbolizavam a majestade e a realeza daquele que nascia.

“Os reis das terras junto ao mar Mediterrâneo, até a terra de Társis, lhe pagarão impostos. Os reis de Sabá e de Sebá lhe trarão presentes. Sim! Reis de todo o mundo virão e se curvarão perante Ele, e todos os povos da terra serão seus servos.”
Sl 72:10-11


Que saibamos comemorar essa data e relembrar essa ocasião com fé, tendo a certeza de que O que nos nasceu foi o Filho de Deus, o Rei dos Reis. Lembrarmos que Cristo não veio somente para um povo, não somente para uma parcela da população. Ele não se limitou apenas à nossa família, à nossa igreja, bairro ou cidade.

"Ele veio para todos"

Com isso, irmãos, nessa ocasião, lembremo-nos de orar pelo avanço do Evangelho em todo o mundo, pois as Boas Novas proclamadas na Cruz, mostrou-se ao mundo inteiro, mesmo em Belém.
Que o Deus de paz os abençoe.


Teólogo e Colunista @antonio.jr_israel
Artigo I e II

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A Origem da Bíblia Sagrada - Bibliologia

Vários manuscritos foram encontrados
no Mar Morto contendo cópias de
passagens do Antigo Testamento; tais
descobertas têm servido para
reforçar as provas da autenticidade
da Bíblia diante dos incrédulos


Introdução 

Panorama Geral
a) Definição: A palavra Biblion (Bíblia) é de origem grega, e significa livrinhos ou coleção de livros.

b) Objetivo: A revelação da pessoa e da lei de Deus ao homem.


c) Significado atual: É o livro que representa a crença de todas as religiões que professam o cristianismo e/ou o Deus Jeová como a base de sua fé.



d) Aplicação pessoal: Fonte que transmite, além de conhecimento, profecias sobre

acontecimentos futuros e, de acordo com a fé individual, revelações através das pregações de seus textos.

Desde quando tirou seu povo do
Egito, Deus tem usado a escrita
como meio de levar ao homem o
conhecimento que o conduz à
salvação


História 

1 - O princípio


a) Deus se revela ao homem: Deus sempre procurou falar com a humanidade de alguma maneira: No princípio, Ele se revelou pessoalmente ao homem no jardim do Éden; e dessa mesma forma Ele também se comunicava com os seus servos, assim como Noé, Abraão e Moisés, entre vários outros; posteriormente, passou a falar com o povo através de homens escolhidos especificamente para exercer o ministério profético.

b) A Palavra divulgada por Jesus e a unção do Espírito Santo: Tempos depois, com a vinda de Cristo à terra, sua Palavra se expandiu ainda mais; após a crucificação, com a descida do Espírito Santo, Ele passou a falar diretamente com os homens sem a necessidade do uso de profetas.


c) A Palavra pregada pelos apóstolos: A partir daí, o evangelho foi grandemente divulgado pelos apóstolos, principalmente Paulo, em boa parte dos lugares habitados no mundo naquela época. Esses pioneiros da missão evangelística, deixaram seus valorosos trabalhos registrados em cartas e livros, os quais contém a Palavra de Deus pregada por eles, tendo por base a lei de Moisés, os livros poéticos, os históricos e os proféticos, mas sempre destacando enfaticamente os ensinamentos deixados por Jesus Cristo.


2 - A propagação da palavra séculos depois


a) A data e a autoria da Bíblia: A Bíblia Sagrada narra a história um período indefinido de tempo (desde a criação do mundo, até o Apocalipse de João em 96 d.C, aproximadamente, contendo também profecias de tempos futuros); ela foi escrita por cerca de 40 autores, inspirados por Deus, que viveram em lugares e épocas diferentes, e não se conheciam; mesmo assim, nela não há nenhuma contradição.

b) As línguas originais: O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, com exceção apenas de alguns trechos escritos em Aramaico. O Novo Testamento foi escrito em grego.


c) A montagem da Bíblia: Ao longo dos anos, os arqueólogos foram encontrando, pouco a pouco, os rolos escritos em papiro (folhas de uma planta) e pergaminho (pele de animal) e juntaram-os como sendo um único livro.Todos os manuscritos originais do Antigo e do Novo testamento foram perdidos; os textos existentes hoje nas linguás originais são baseados em cópias dos documentos autênticos. Até pouco tempo atrás, o manuscrito completo do Antigo Testamento mais antigo era de 916 dC. Em 1946, foram achados vários manuscritos desses livros em onze cavernas de Qumram (situado a 2 quilômetros do oeste do extremo norte do mar Morto). A maior parte desses manuscritos é do primeiro século a.C. e do primeiro século d.C. Foram encontrados ali manuscritos quase inteiros, sendo os de Isaías os mais famosos, com partes de todos os livros do Antigo Testamento, menos de Ester. Além dos livros bíblicos, foram achados também fragmentos de livros apócrifos (obras literárias com conteúdo teológico, escritas na mesma época dos textos Sagrados, que não foram consideradas como inspiradas por Deus para fazerem parte da Bíblia) e de outros livros da seita dos Essênios (Seita do tempo de Cristo: Mais ou menos quatro mil homens que obedeciam rigorosamente a lei de Moisés. 


 Uns moravam em cidades, porém a maioria vivia em grupos, no deserto de En-Gedi. Eles não são mencionados na Bíblia), que ali os escondeu. Esses manuscritos são de grande importância para o estudo do texto original do Antigo Testamento, como também para se recompor o panorama histórico da época do início Novo Testamento.


d) As primeiras versões: No ano 382 dC, começou a ser elaborada a Vulgata Latina (tradução para o latim) por Jerônimo, a pedido de Dâmaso, que era o papa daquela época; este trabalho somente foi concluído em 404 dC. A primeira versão da Bíblia escrita em português, foi o Novo Testamento, traduzido por João Ferreira de Almeida em 1681.


e) A divisão em capítulos e versículos: O primeiro texto hebraico do Antigo Testamento foi dividido em versículos entre os séculos IX e X a.C., por estudiosos judeus chamados de massoretas; eles concluíram este trabalho por volta de 1230 aC. Em 1551, na frança, um impressor chamado Robert d'etiénne dividiu o Novo Testamento em versículos. Mas, no século XII, é que finalmente a Bíblia Sagrada foi totalmente divida em capítulos pelo teólogo inglês Stephen Langhton. Até o século XVI, as bíblias eram publicadas somente com a divisão em capítulos. Somente em 1560 é que foi publicada a primeira bíblia com os textos divididos em versículos (a Bíblia de Genebra, lançada na Suiça). A primeira versão da Bíblia em português (o Novo Testamento, traduzido por João Ferreira de Almeida em 1681), já foi lançada dividida em capítulos e versículos. A divisão dos textos do Livro Sagrado foi criada para facilitar a memorização e a localização de cada trecho da Palavra de Deus, facilitando assim, nosso estudo e nossa meditação.



Infelizmente, nem todas
as traduções ou estudos
bíblicos são confiáveis;
pois, com o passar do
tempo, para algumas
pessoas, o conhecimento
teológico tem se tornado
uma grande fonte de renda,
a qual tem melhor resultado
quando se distorce a
Palavra de acordo com a
necessidade e a vontade do
povo
A Bíblia Hoje 

1 - Traduções


    Há atualmente mais de 2400 traduções da Bíblia; elas abrangem quase todos os países e idiomas existentes no mundo. Na língua portuguesa existem variadas traduções; algumas das mais conhecidas e utilizadas são:
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Revista e Corrigida - 1914
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Revista e corrigida - 1951
  • Tradução Brazileira - Soc. Bíblicas Unidas - 1953
  • Tradução Matos Soares - 1953
  • Tradução Figueiredo - 1962
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Revista e Atualizada no Brasil - 1969
  • A bíblia na linguagem de hoje (NTLH) - 1973.
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Melhores Textos - 1973
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Melhores textos - 1979
  • Bíblia "Mensagem de Deus" - 1983
  • A Bíblia de Jerusalém - 1985
  • Tradução do Novo Mundo -  1986
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Edição contemporânea - 1992
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Corrigida e fiel - 1994
  • Tradução João Ferreira de Almeida - Revista e corrigida - 2000.
  • Nova Versão Internacional (NVI) - 2000
2 - O Conteúdo* das Escrituras Sagradas
    Informações numéricas sobre sua escrita:
  • 2 testamentos (o Antigo e o Novo);
  • 66 livros (39 no Antigo e 27 no Novo);
  • 1.189 capítulos;
  • 31.173 versículos;
  • 773.692 palavras;
  • 3.566.480 letras.
Alguns dados numéricos aqui apresentados podem variar de acordo com a tradução.

O avanço tecnológico tem contribuído
muito para a propagação da Palavra:
sites, blogs, redes sociais e
dispositivos eletrônicos têm
alcançado milhares de pessoas
diariamente com a mensagem do
Evangelho
Conclusão 

    Essa vasta biblioteca espiritual traz um belo e rico conteúdo histórico, geográfico, científico, linguístico e cultural que nos proporciona conhecimento sobre várias fases da humanidade. Através desses livros, o Senhor Deus se fez conhecer dando-nos oportunidade de salvação pelo conhecimento da sua Palavra; sem a Bíblia, seus mandamentos e a história do cristianismo poderiam ter se perdido, chegando a nós como lendas sem crédito e totalmente distorcida. De fato, as diferentes religiões acabam dando diversas e errôneas interpretações para cada passagem bíblica, causando assim muita confusão na mente daqueles que não a entendem; é por isso que se faz tão importante o estudo e a busca do conhecimento mediante a orientação do Espírito Santo. Mais do que um livro de regras e doutrinas, a Bíblia Sagrada é um canal de contato entre o homem e Deus.

Jonas M. Olímpio
Escola Bíblica Virtual