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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Deem a César o Que é de César, Não Fazia de Jesus um Político Militante - Pr. Michael Rossane

 


Você pode perguntar, Jesus se envolveu com a política da época?
Eu respondo sim, mas não como os homens esperavam que Ele fosse e fizesse.

Jesus também não foi apolítico, mas também não foi político-partidário, revolucionário armado ou acrítico do poder.

No mundo do primeiro século, toda religião era "política", porque o Império Romano se entendia como ordem total: Econômica, religiosa e simbólica. Logo, qualquer palavra pública de Jesus tinha implicações políticas, ainda que não partidárias.

Jesus era político?

Depende do que chamamos de “político”.
Mas NÃO, se por ser “político” entendemos por:

. Militância partidária
. Disputa por cargos
. Apoio a um projeto de poder estatal
. Ativismo ideológico

E SIM se entendermos política como:

. Reflexão sobre autoridade
. Limites do poder
. Justiça, consciência e lealdade
. Organização da vida comum

Nesse sentido, Jesus praticou o que podemos chamar de política teológica e ética do Reino de Deus, algo mais profundo e mais perigoso do que qualquer slogan. E Ele pagou um alto preço por se posicionar contra muitos dos ideais do povo.

Jesus aprovou a política da época?

Não no sentido de legitimação plena.
Não no sentido de rejeição revolucionária armada.
Não na sacralização de Roma
Não combateu com espada. Ele fez algo mais radical:


Retirou de César aquilo que César mais queria e tinha inveja, o poder DIVINO.


O poder político sempre se rebela quando o Reino de Deus ameaça sua legitimidade moral.

O contexto da moeda, a leitura histórica, a efígie de César na moeda e a inscrição idolátrica nela.

O fato de que eles já carregavam a moeda. Isso desmonta qualquer leitura moralista simplista. Jesus não “introduz” o problema. Ele expõe a contradição que já estava nas mãos deles.

O Reconhecimento de Jesus do Estado:

. Jesus não incitou rebelião
. Reconheceu a função prática do Estado
. Não transformou o Império em inimigo absoluto e também não se misturou.

“E a Deus o que é de Deus”

Jesus afirma que: O Estado pode cobrar impostos, mas não pode possuir a consciência, nem definir o último sentido da vida, nem exigir adoração.

Em outras palavras:


César pode expor sua imagem em moedas, mas Deus pôs o ser humano à Sua imagem


Não é: “Obedeçam cegamente a César”
Mas: “Devolvam a ele o que já é dele, sem jamais devolverem a ele o que pertence a Deus”.
Um freio de Jesus ao poder político.

Jesus não disputou o trono de Roma,
mas destronou Roma do lugar de divindade.
Ele não propôs um novo império, mas revelou que todo império é relativo diante do Reino de Deus.

Como disse Jesus Cristo, o problema nunca foi o imposto, mas a quem pertence a imagem, a da moeda ou a do ser humano.

Conclusão

Jesus não foi um militante
Jesus não foi um ideólogo
Jesus não foi neutro
Ele foi o Senhor, e por isso:
Todo poder político, ao ouvir Jesus,
precisa aprender que há limites que ele jamais pode ultrapassar ou se misturar!

Por. Pastor e colunista @michaelrossane


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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A Palavra Religião e o Seu Significado - Colunista Jailson Roseno



O termo “religião”, como definido hoje, não está descrito nas Sagradas Escrituras, mas Tiago 1:26-27 (confira o texto) nos adverte sobre a real religião do povo de Deus. Mas etimologicamente, o que esse termo quer dizer?

Alguns estudiosos da área designam que a expressão “religião” vem da raiz latina “religare”, que traduzido para o português significa ‘atar’, ‘religar’ ou ‘ligar novamente’. Conforme essa concepção, compreende-se que seria a possibilidade de restabelecer a comunhão entre Deus [o Divino] e o homem, através de Cristo, a qual fora perdida com o pecado original e a queda do homem (Gaby, 2016, p. 54).

Outros caracterizam esse vocábulo vindo do latim “relegere”, que exprime a ideia de ‘reler’, ‘fazer novamente’ ou ‘analisar minuciosamente’. Ou seja, empenhar-se, dedicar-se de maneira aplicada. Segundo Louis Berkhof: Essa interpretação era utilizada para “designar uma observação constante e dirigente de tudo o que pertencia ao culto dos deuses.”

Saiba mais sobre a origem da religião e suas diferentes explicações

Além disso, temos também historiadores que dizem que a palavra “religião” vem do latim “religio”, que por sua vez advém de um dos dois termos mencionadas anteriormente: “religare” e “relegere”. Tais historiadores salientam que nos tempos antigos a expressão “relegere”, conforme Cícero (século I a. C.), que foi um dos pioneiros em busca da origem e do significado dessa palavra, queria dizer ‘está atento no que faz’, ‘fazer aquilo da melhor forma possível’ ou ‘repensar sobre’. No que se refere ao Divino, caracterizava-se na reverência ou no levar a sério o culto público que estava prestando-se em determinado lugar, mais precisamente (naquela época) em Roma. Sendo o contraponto disso, o vocábulo “neglegere”, que significa negligenciar (Caldeira, 2020).

Já o termo “religare”, usado bastante por Agostinho (354 - 430), designaria a expressão no português ‘ligar’ ou ‘pôr em ligação’, o que significaria a ligação entre o Divino e os seres humanos. De acordo com esses historiadores, a expressão ”religare” não quer dizer ‘repetir’ como se é difundido; na verdade, passa a ideia de ‘reforço’. Sendo assim, não seria ‘religar’, mas sim ‘ligar fortemente’ ou ‘amarrar bem’.

Diante disso, ou diante desses termos, os historiadores, perceberam que o enfoque não eram as doutrinas, as crenças específicas ou os dogmas. Ao contrário disso: “religião [na cosmovisão] antiga era o modo de vida. Não meramente saber alguma coisa ou acreditar em algo, mas praticar concretamente ou ser [viver] de um determinado modo” (Caldeira, 2020).

Ou seja, na antiguidade (podemos dizer, na sua origem do termo), a concepção de religião era entendida como um modelo de vida a ser seguido. Independente do que fosse, o indivíduo deixava sua vida pessoal/particular para vivenciar em conformidade com o que era designado por determinada crença, grupo ou pessoa (temos como exemplo disso Platão e seus seguidores e também o próprio Jesus Cristo e os seus discípulos). Ela (a pessoa) estava determinada em vivenciar tal paradigma de vida.

Seguindo essa linha de pensamento 
Agostinho disse: 

“Se alguém julgar ter entendido as Escrituras divinas ou parte delas, mas se com esse entendimento não crescer no duplo amor, a Deus e ao próximo, é preciso reconhecer que nada entendeu” (Caldeira, 2020). 

Sendo assim, a religião designava-se em viver, em pôr em prática o que se aprendia com o outro e com a sua crença/preceito, e não somente fazer parte de determinado grupo ou credo. O que também se aplica às lições deixadas pelo nosso mestre Jesus Cristo. Portanto, “a religião consiste mais em ser do que em fazer” (Langston, 1999, p. 6).

Blog: https://teologiaeregeneracaoofc.blogspot.com/

Referências:


. BERKHOF, Louis. Manual de Doutrina Cristã. 2. ed. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2012.

. BÍBLIA SAGRADA. João Ferreira de Almeida. Aplicativo Bíblia JFA. Disponível em: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.bestweatherfor.bibleoffline_pt_ra. Acesso em: 27 nov. 2025.

. CALDEIRA, Henrique. O significado original de “Religião” | Religare, Relegere. Canal Estranha História, 5 out. 2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=f1VkBjMwulg. Acesso em: 27 nov. 2025.

. GABY, Eliel. Introdução à Teologia: conceitos e entendimentos sobre a teologia. Módulo de curso, Nível Médio. Curitiba: Academia de Pregadores, 2016. 66 p. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/12BBP1GDgs9JJA3Ayeuay9X564tygH2e6/view?usp=drivesdk. Acesso em: 27 nov. 2025.

. LANGSTON, A. B. Esboço de Teologia Sistemática. 3. ed. Rio de Janeiro: Juerp, 1999.

. GOT QUESTIONS. Qual é a origem da religião?. Disponível em: https://www.gotquestions.org/Portugues/origem-da-religiao.html. Acesso em: 27 nov. 2025.




quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Epifania do Senhor: O que Significa para Nós? Teólogo Israel Júnior


Por muitos anos, ao longo da história da Igreja, houve um interesse em celebrar as estações da vida de Cristo. E uma delas (talvez até ignorada no meio protestante, mas de grande importância) é a Epifania do Senhor, data em que oficialmente se encerram as comemorações de Natal na igreja do ocidente.

A Epifania do Senhor refere-se à ocasião em que magos vindos do Oriente, prestaram a primeira adoração ao Deus menino. (diga-se de passagem que esses "magos" eram astrólogos, ou seja, estudavam a astronomia, se dedicavam ao estudo dos astros e do funcionamento cósmico, de acordo com o que se podia observar no céu.)
 
Uma interpretação que pode ser feita também é que eram sábios, possivelmente zoroastristas.
Portanto, o que se pode inferir, é que esses magos eram homens atentos às profecias, tinham conhecimento de um Messias que viria, de um Rei que unificaria todos os povos.


"Este Rei é Jesus Cristo"

Resultando do aparecimento de uma estrela diferente no céu, deslocaram-se de sua terra seguindo-a, até onde puderam encontrar o nascido rei e lhe prestar tributos.
 
E o que toda essa história pode nos dizer?

A Epifania do Senhor, que nada mais é do que a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo, diz respeito ao Cristo que veio para todos os povos.
 
Um Cristo que não se restringiu apenas aos judeus, mas que, como pelas palavras do próprio Mestre:


“Serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra." At. 8:1

Amados, quando o Senhor disse isso, Ele deixou claro que veio primeiro para o povo de Israel; entretanto, a sua vinda foi para o mundo inteiro.

Que, nessa data, possamos refletir que Cristo, ainda menino, na pequena vila de Belém, foi manifesto ao mundo. Manifesto a homens que, de distantes lugares e diferentes etnias, lhe trouxeram ouro, incenso e mirra, presentes valiosos que simbolizavam a majestade e a realeza daquele que nascia.

“Os reis das terras junto ao mar Mediterrâneo, até a terra de Társis, lhe pagarão impostos. Os reis de Sabá e de Sebá lhe trarão presentes. Sim! Reis de todo o mundo virão e se curvarão perante Ele, e todos os povos da terra serão seus servos.”
Sl 72:10-11


Que saibamos comemorar essa data e relembrar essa ocasião com fé, tendo a certeza de que O que nos nasceu foi o Filho de Deus, o Rei dos Reis. Lembrarmos que Cristo não veio somente para um povo, não somente para uma parcela da população. Ele não se limitou apenas à nossa família, à nossa igreja, bairro ou cidade.

"Ele veio para todos"

Com isso, irmãos, nessa ocasião, lembremo-nos de orar pelo avanço do Evangelho em todo o mundo, pois as Boas Novas proclamadas na Cruz, mostrou-se ao mundo inteiro, mesmo em Belém.
Que o Deus de paz os abençoe.


Teólogo e Colunista @antonio.jr_israel
Artigo I e II

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